Idoso vai viajar de graça no estado

Alckmin criou o projeto que garante o benefício. Proposta será votada na Assembleia Legislativa

O governador Geraldo Alckmin apresentou nesta terça-feira o texto do projeto de lei que cria o benefício de duas passagens grátis para idosos com mais de 60 anos de idade nas viagens de ônibus intermunicipais.

A mudança deve beneficiar, pelo menos, 3,4 milhões de idosos por ano no estado.

“É um grande avanço para a categoria”, disse Antero Ferreira, diretor da Fapesp (Federação dos Aposentados e Pensionistas do Estado de São Paulo).

A fiscalização ficará a cargo da Artesp (Agência Reguladora de Serviços de Transporte do Estado de São Paulo). São 670 linhas que ligam os municípios com mais de 2,8 mil ônibus. A proposta vai para votação na Assembleia Legislativa.

“É um absurdo o idoso de São Paulo não ter um direito que já é garantido pela legislação federal”, disse o deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).

A lei federal determina a gratuidade de duas vagas por ônibus para idosos com mais de 65 anos e renda inferior a dois salários mínimos. Caso os assentos estejam ocupados, por outros idosos, a empresa deve vender a passagem com desconto de 50%. Por ano, no Brasil, são concedidos 4,2 milhões de benefícios em viagens interestaduais, sendo 800 mil com o desconto  e outros 3,4 milhões com o bilhete grátis.

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Página: 13
Diário de S. Paulo – SP – 24-07-13 – Dia a dia – 13

Cientistas querem foco na qualidade em avaliações
Líderes da comunidade científica pedem em reunião da SBPC que se mudem os critérios centrados na quantidade

Herton Escobar, enviado especial / Recife – O Estado de S.Paulo

Lideranças da comunidade científica fizeram ontem uma forte cobrança por mudanças nos critérios de avaliação de pesquisadores e instituições, pedindo que elas sejam mais baseadas em qualidade e menos em quantidade. “Premiar só a quantidade sinaliza na direção errada; desencaminha a juventude e acomoda os (pesquisadores) seniores”, disse o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, na reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), no Recife.

“Não produzir nada ou muito pouco é sempre ruim, mas publicar muito não é necessariamente bom”, afirmou Oliva.

O número de trabalhos publicados anualmente por cientistas brasileiros cresceu substancialmente nos últimos anos, mas o impacto dessa produção científica – medido pelo número de vezes que esses trabalhos são citados por outros pesquisadores – cresceu muito pouco.

“O fato é que, historicamente, a ciência brasileira tem pouca repercussão no mundo”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A Argentina, comparativamente, publica menos trabalhos do que o Brasil, mas tem um fator de impacto maior. Mesmo nas grandes universidades do Sul e Sudeste, segundo Brito, a influência da ciência produzida não se compara à das grandes dos EUA e da Europa.

Uma das razões para isso, segundo Oliva, é que a agenda científica dos pesquisadores e instituições brasileiras é fortemente pautada pelas políticas de avaliação das agências de fomento – como CNPq, Fapesp e Capes -, que, por sua vez, ainda são moldadas por critérios quantitativos, apesar dos esforços iniciados recentemente para mudar essa “cultura”. “A comunidade ainda trabalha olhando muito para o passado”, disse Oliva ao Estado. “É um processo educativo. Precisamos começar a olhar mais para o futuro.”

“Precisamos mudar uma mentalidade que nós mesmos criamos”, disse a presidente da SBPC, Helena Nader. “Temos de repensar e nos reeducar sobre como avaliar.”

Página: A20
O Estado de S. Paulo – SP – 24-07-13 – Metrópole – A 20

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